Em dezembro de 2019 surgiu o primeiro caso do novo coronavírus, o COVID-19, na província de Wuhan, localizado na China. No princípio não foi dada a tamanha importância, entretanto, com o passar de alguns dias mais pessoas passaram a evidenciar mais casos e posteriormente a número de casos que foram criando a estatística de pessoas que foram morrendo.

Algumas semanas depois foi-se notando os primeiros casos aparecendo na Itália, um dos maiores epicentros, e assim foi-se espalhando por toda Europa. Até que no final de fevereiro, apareceu no Brasil o primeiro caso confirmado, um homem que havia viajado para Itália e retornado ao nosso país com os sintomas.

Logo após a confirmação do primeiro caso, outros foram surgindo, aumentando a curva de pessoas contaminadas e consequentemente a curva de vítimas fatais.

Uma das primeiras dúvidas foi: como podemos conter esse contágio, se não há, até o momento, uma vacina ou medicação eficaz contra o COVID-19?

A resposta foi: O distanciamento social e a quarentena.

Com as pessoas em casa, surge um problema para as empresas, trabalhadores informais e microempreendedores brasileiros, como podemos obter renda se tudo está parado?

A crise mundial financeira

Em todo o mundo as bolsas de valores começaram a cair e as prospecções para a crescimento também tiveram que ser reduzidas, na China a projeção de queda era de 3% e a realidade foi de 13,5% de queda. No setor varejista, a projeção era de 4% e a queda foi de 5x mais, indo para 20,5%.

Se o nosso PIB (Produto Interno Bruto) não havia sido dos melhores em 2019, crescimento de apenas 1,1%, o menor em 3 anos. Para 2020 a expectativa inicial era de um aumento de 2,1%, entretanto, após a crise pandêmica a expectativa de aumento é de apenas 0,02%.

Medidas emergenciais no Brasil

Uma das soluções iniciais proposta pelo presidente da república e o ministro da economia, Jair Bolsonaro (Aliança pelo Brasil) e Paulo Guedes, era a disponibilização de R$200,00 para trabalhadores informais, a garantia do pagamento do Auxílio Bolsa Família e a liberação da primeira parcela do 13º para aposentados e pensionistas do INSS.

Entretanto, após alguns dias, outro projeto de renda emergencial foi apresentado e aprovado pelas câmaras dos deputados e senadores, e posteriormente assinado por Jair Bolsonaro.

Outra medida emergencial adotava pelo governo vigente, é a Medida Provisória 936, que prevê a redução salarial de até 75%, para empresas que funcionam em regime CLT. Essa medida consiste no adiantamento do seguro desemprego para aqueles que tiverem a sua jornada de trabalho reduzida.

Ainda é muito cedo para prevermos quando essa crise pandêmica passará, as curvas mais altas de infectados pode ocorrer entre abril e maio e a estimativa é de que o vírus pare de circular no Brasil até setembro.

Quanto a números econômicos, não há uma previsão para uma melhora na economia, as medidas adotadas foram muito tardias. Os Estados Unidos injetaram 1 trilhão de dólares como estímulo econômico, o Reino Unido investirá cerca de 330 bilhões de libras em empréstimos empresariais, e na França um novo projeto orçamentário no valor de 50 bilhões de dólares em ajuda a empresas e trabalhadores prejudicados.

Assim como a Pandemia, a economia global ainda não tem data para dar sinais de melhora.

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